domingo, 8 de Novembro de 2009
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Eu que digo que não sou muito dada a bens materiais, perdi uma pregadeira da minha mãe, hoje, e estou para aqui completamente desgostosa. Nem sei como lhe dizer, foi o meu pai que lhe ofereceu há muitos anos e eu cresci a brincar com ela na camisola da minha mãe quando estava ao colo. Estou triste. As coisas são emanações de nós mesmos...
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
e porque será que levamos os dias a fazer coisas que não são da nossa natureza, que provocam os nossos limites e fazem-nos renová-los e colocá-los num ponto quase insustentável? porque será? será vício? e porque é que levamos a vida como se tivessemos outra guardada, para usar se esta não for muito simpática? é que podemos não ter, realmente... Eu acho que terei porque não me julgo a melhor pessoa do mundo para não ter que vir cá outra vez limar umas falhazitas.
As coisas que uma pessoa pensa com 24h de trabalho ininterrupto em cima... ai Deus...
As coisas que uma pessoa pensa com 24h de trabalho ininterrupto em cima... ai Deus...
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
O C. está a morrer. O C. está a adormecer devagarinho. O C. tem mostrado a todos nós quão forte pode ser um homem e quão incontornável é o desfecho da vida. Não fui ainda ao hospital. Estúpida vida esta que nos atira à cara prioridades ridículas que depois asfixiam aquelas que deveriam ser mesmo prioridades. Apetece dar um pontapé nesta coisa das obrigações, abanar o ritmo dos dias ao sabor das exigências dos outros a quem oferecemos de mão beijada o nosso tempo útil e menos útil em troca de um punhado de trocos que nos paga as contas do mês.
E o C. à espera da minha visita no hospital.
E a minha avó à espera de um beijo meu ali numa rua mais acima e eu a dar tudo de mim a quem não merece só pelos tais trocos que se vão desfazer nas contas.
Que raio.
Que belos pensamentos para uma noite de Domingo com uma semana à porta.
Eu sei, eu sei que posso mudar isto. Sim, já sei, não é preciso dizer que depende de mim e eu é que deixo que controlem a minha vida. Sim, é verdade isso tudo.
Se calhar falta-me coragem, é isso, admito, sou uma cobardolas, afinal.
e assim, hei-de continuar a semear por aí pessoas à minha espera, momentos à minha espera, sonhos à minha espera e por aí fora.
Cada vez sinto mais desprezo pelas demandas desta nossa sociedade. Desprezo, é mesmo isso. Não tenho grandes ambições materiais além de belos livros, belos momentos de cinema. Confesso que me perco por uma caixa de aguarelas e que sou capaz de dar balúrdios por um pincel ou por um papel de algodão super-especial prensado artesanalmente e com acabamentos manuais. E confesso que gosto de oferecer presentes especiais a quem mais amo. Fora tudo isso, e os tais básicos de contas pagas, fora tudo isso estou-me borrifando para as restantes ofertas materiais que a nossa sociedade nos coloca à frente dos olhos em anúncios melodiosos e coloridos como se fossem bens de primeira necessidade. Mea culpa que também ando a contribuir para isto. Raios partam esta profissão que pode ser tão perversa nesse sentido.
Sim, hoje é um dia não, é verdade é. Não que esteja especialmente chateada mas estas coisas sorvem-me a liberdade. Sim, sim, a culpa é minha porque deixo, eu sei disso. E até fazer alguma coisa em contrário tudo continuará assim com tendência para não melhorar. Já sabemos disso...
Enfim...
Amanhã, por exemplo, vou ter um encontro imediato com uma pessoa a quem diria um redondo não e perante quem daria um valente murro na mesa para enfatizar a minha audácia na rejeição do trabalho. Mas... e há sempre, sempre, sempre um "mas"... mas não o farei, já sei, já me conheço. E vou aceitar, já sei, been there, done that tantas e tantas vezes, e vou voltar com uma folha branca com uma palavra escrita para transformar em futuro material de usar e deitar fora, sempre urgente, sempre emergente, mas que passando a urgência e a emergência acaba no caixote do lixo quando a mensagem enfim caduca e que me vai tirar as 3 horas de sono diárias das próximas noites.
Neste momento diz uma jornalista nas notícias com um ar pesaroso "boa noite, o sporting continua em crise" os leões andam realmente na mó de baixo. Myself included.
E isto tudo para dizer que deixando a vida correr como tem corrido, deixando que a vida seja mais dos outros, e de outros que não interessam e que de conteúdo pouco ou nada se aproveita para o bem comum da Humanidade, deixando estar, deixando passar como sei que farei agora, depois, uma e outra vez, deixando assim... o C. continuará à espera da minha visita no hospital e a minha avó aguardará pacientemente pelo meu beijo.
Ou talvez não.
Ou talvez um dia eu acorde e decida finalmente mudar o mundo. O meu.
E o C. à espera da minha visita no hospital.
E a minha avó à espera de um beijo meu ali numa rua mais acima e eu a dar tudo de mim a quem não merece só pelos tais trocos que se vão desfazer nas contas.
Que raio.
Que belos pensamentos para uma noite de Domingo com uma semana à porta.
Eu sei, eu sei que posso mudar isto. Sim, já sei, não é preciso dizer que depende de mim e eu é que deixo que controlem a minha vida. Sim, é verdade isso tudo.
Se calhar falta-me coragem, é isso, admito, sou uma cobardolas, afinal.
e assim, hei-de continuar a semear por aí pessoas à minha espera, momentos à minha espera, sonhos à minha espera e por aí fora.
Cada vez sinto mais desprezo pelas demandas desta nossa sociedade. Desprezo, é mesmo isso. Não tenho grandes ambições materiais além de belos livros, belos momentos de cinema. Confesso que me perco por uma caixa de aguarelas e que sou capaz de dar balúrdios por um pincel ou por um papel de algodão super-especial prensado artesanalmente e com acabamentos manuais. E confesso que gosto de oferecer presentes especiais a quem mais amo. Fora tudo isso, e os tais básicos de contas pagas, fora tudo isso estou-me borrifando para as restantes ofertas materiais que a nossa sociedade nos coloca à frente dos olhos em anúncios melodiosos e coloridos como se fossem bens de primeira necessidade. Mea culpa que também ando a contribuir para isto. Raios partam esta profissão que pode ser tão perversa nesse sentido.
Sim, hoje é um dia não, é verdade é. Não que esteja especialmente chateada mas estas coisas sorvem-me a liberdade. Sim, sim, a culpa é minha porque deixo, eu sei disso. E até fazer alguma coisa em contrário tudo continuará assim com tendência para não melhorar. Já sabemos disso...
Enfim...
Amanhã, por exemplo, vou ter um encontro imediato com uma pessoa a quem diria um redondo não e perante quem daria um valente murro na mesa para enfatizar a minha audácia na rejeição do trabalho. Mas... e há sempre, sempre, sempre um "mas"... mas não o farei, já sei, já me conheço. E vou aceitar, já sei, been there, done that tantas e tantas vezes, e vou voltar com uma folha branca com uma palavra escrita para transformar em futuro material de usar e deitar fora, sempre urgente, sempre emergente, mas que passando a urgência e a emergência acaba no caixote do lixo quando a mensagem enfim caduca e que me vai tirar as 3 horas de sono diárias das próximas noites.
Neste momento diz uma jornalista nas notícias com um ar pesaroso "boa noite, o sporting continua em crise" os leões andam realmente na mó de baixo. Myself included.
E isto tudo para dizer que deixando a vida correr como tem corrido, deixando que a vida seja mais dos outros, e de outros que não interessam e que de conteúdo pouco ou nada se aproveita para o bem comum da Humanidade, deixando estar, deixando passar como sei que farei agora, depois, uma e outra vez, deixando assim... o C. continuará à espera da minha visita no hospital e a minha avó aguardará pacientemente pelo meu beijo.
Ou talvez não.
Ou talvez um dia eu acorde e decida finalmente mudar o mundo. O meu.
quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Disse o A.L.A. numa entrevista esta noite que questiona toda a vida se é a pessoa que é para si próprio ou a pessoa que é para os outros, a pessoa que é para a pessoa A, para a pessoa B, para a pessoa C. Questiona a vida toda onde está a verdade de si. O que é uma pessoa, no fundo, um ser de si para si ou de si para os outros.
A relatividade das coisas... passo a vida a falar nisto às minhas turmas, em termos de posicionamento das coisas na espacialidade. Mas isto não é mais do que a extensão da nossa própria relatividade. Sou relativa a quem, afinal? A mim ou a cada outro no Mundo? Não sei...
Diz o escritor que vai questionar até morrer.
Tenho para mim que as respostas são coisas que não existem.
E depois... ainda há pessoas que me respondem com perguntas.
Estamos de volta, caros leitores (ou leitora, para ser mais realista :p)
A relatividade das coisas... passo a vida a falar nisto às minhas turmas, em termos de posicionamento das coisas na espacialidade. Mas isto não é mais do que a extensão da nossa própria relatividade. Sou relativa a quem, afinal? A mim ou a cada outro no Mundo? Não sei...
Diz o escritor que vai questionar até morrer.
Tenho para mim que as respostas são coisas que não existem.
E depois... ainda há pessoas que me respondem com perguntas.
Estamos de volta, caros leitores (ou leitora, para ser mais realista :p)
quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Não vim aqui propriamente para escrever o que quer que seja. Vim só cá verificar as funcionalidades disto porque tenho outro blog na forja. Mas entre esse e este não haverá correspondência directa, caros leitores. Isto tudo para dizer que uma vez que cá estou, já agora deixo uma palavrinha ou outra.
Ora aqui vai:
Palavrinha.
Outra.
:P
Ora aqui vai:
Palavrinha.
Outra.
:P
quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Protesto
O grande problema deste país, e digo país propositadamente em letra pequena, minúscula, caixa baixa, como quiserem, é muito simples: falta de pessoas bem formadas, valores, respeito e outra coisa muito importante - educação.
Não adianta que mudem os governos, a cor política, que venha o Carmo, a Trindade ou o Anjo da Paz porque as pessoas são as mesmas e não estão dispostas a sair dos seus caminhozinhos medíocres e limitados.
Solução? Há. Precisamos de novas gerações e de resolver isto tudo com os nossos filhos. Há esperança, levará o seu tempo.
Não adianta que mudem os governos, a cor política, que venha o Carmo, a Trindade ou o Anjo da Paz porque as pessoas são as mesmas e não estão dispostas a sair dos seus caminhozinhos medíocres e limitados.
Solução? Há. Precisamos de novas gerações e de resolver isto tudo com os nossos filhos. Há esperança, levará o seu tempo.
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